O prazo do informe de rendimentos do IRPF 2026 termina em 27/02/2026, porque a regra da Receita é entregar o comprovante até o último dia útil de fevereiro e, em 2026, esse último dia cai em sexta-feira, 27. Isso vale para empresas, órgãos públicos, bancos e demais fontes pagadoras.
Para empresários, gestores financeiros e contadores em Brasília e no Distrito Federal, esse assunto deixou de ser “rotina do RH”. O informe é um dos documentos mais usados no cruzamento de dados da Receita, então erro ou atraso vira retrabalho, desgaste interno e, em alguns casos, risco de autuação por inconsistência de informações.
Qual é o prazo do informe de rendimentos do IRPF 2026?
A base legal é objetiva: o comprovante deve ser fornecido até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte ao pagamento dos rendimentos, ou na rescisão do contrato se ela ocorrer antes. A Receita reforçou esse ponto ao divulgar o modelo e as regras do comprovante (IN RFB 2.060/2021).
Como 2026 tem o último dia útil de fevereiro em 27/02, essa passa a ser a data prática para o calendário interno das empresas e para a cobrança do colaborador.
Quem precisa entregar o informe de rendimentos e para quem?
Na prática, entrega quem pagou rendimentos: empregadores (CLT e sócios com pró-labore), fontes pagadoras em geral, INSS e regimes próprios, além de instituições financeiras para quem teve investimentos e saldos com rendimentos.
A Receita também indica que o comprovante pode ser disponibilizado impresso ou digitalmente, por sistema interno ou e-mail, e a versão digital dispensa a via física quando entregue ao beneficiário.
O que acontece se a empresa não entregar o informe até 27/02?
Aqui é onde o risco fica real para o empresário: há multa por documento não fornecido no prazo, ou fornecido com inexatidão. A Receita, ao divulgar as regras do comprovante, cita multa de R$ 41,43 por comprovante quando a fonte pagadora não entrega no prazo ou entrega com erro.
Comentário de quem atende empresa no fechamento: o que costuma doer nem é a multa. É a correção em cadeia, porque um informe errado tende a gerar declarações erradas, retificações, chamados internos e ruído com sócio e colaborador. E isso sempre acontece quando o time está cheio de demanda.
Por que 2026 tende a ser um ano mais sensível para informe de rendimentos?
Porque o ambiente de cruzamento ficou mais automático e porque o contribuinte está cada vez mais dependente de dados pré-preenchidos e comparações entre o que ele declara e o que a fonte pagadora reporta.
Além disso, desde 2026 a Receita concentra informações por outros sistemas (como eSocial e EFD-Reinf) com ainda mais regularidade, então inconsistências repetidas tendem a aparecer rápido no radar.
Como empresas do DF podem organizar o processo sem virar urgência no dia 27?
O que funciona melhor é tratar o informe como um produto fechado, com dono, prazo e conferência. Abaixo, um quadro prático que ajuda a gestão a enxergar onde mais dá erro.
| Ponto de controle | O que conferimos | Erro típico que aparece em Brasília/DF | Resultado quando não corrige |
|---|---|---|---|
| Folha e pró-labore | rendimentos tributáveis, isentos, IRRF e INSS | diferença entre folha e financeiro em pagamentos “ajustados” | informe com valor diferente do que foi pago |
| Benefícios e reembolsos | natureza e classificação do pagamento | verba tratada como reembolso sem documentação | inconsistência e necessidade de ajuste posterior |
| Rescisões | entrega antecipada quando aplicável | rescisão sem envio do comprovante no prazo correto | retrabalho e reclamação do ex-colaborador |
| Investimentos corporativos (quando há) | informes de bancos/corretoras | falta de consolidação de documentos | sócio declara no “achismo” e trava o processamento |
Dois detalhes que, na prática, evitam confusão: alinhar RH e financeiro antes de fechar janeiro, e travar um responsável por validar o arquivo final antes da distribuição. Parece simples, mas quase nenhuma empresa faz isso direito.
O que o colaborador, sócio ou aposentado deve fazer se não receber o informe?
Primeiro, solicite formalmente ao RH ou ao financeiro da fonte pagadora. Se for banco ou corretora, procure o app ou o internet banking, porque muitos informes ficam em área de “imposto de renda”.
Se a dúvida for “o que a Receita sabe sobre mim”, existe o serviço oficial para consultar rendimentos pagos e retenções na fonte, útil para checar inconsistências quando o documento não chega ou chega divergente.
Qual é o prazo do informe de rendimentos do IRPF 2026?
Até 27/02/2026, porque a regra é o último dia útil de fevereiro e, em 2026, cai em 27.
A empresa pode entregar o informe por e-mail?
Sim. A Receita informa que pode ser disponibilizado digitalmente, e isso dispensa a via impressa quando entregue ao beneficiário.
Existe multa se a empresa não entregar o informe?
Sim. A Receita menciona multa de R$ 41,43 por comprovante quando a fonte pagadora não fornece no prazo ou fornece com erro.
27/02 não é só prazo, é governança de informação
O informe de rendimentos do IRPF 2026 precisa estar disponível até 27/02/2026, e a própria Receita conecta o tema a obrigação, multa e padronização do comprovante.
Para empresas em Brasília e no DF, o ganho de fazer isso com método é claro: menos retrabalho, menos ruído com colaborador e menos risco de inconsistência em cruzamentos. Quem organiza agora, chega em março com a casa mais redonda. E isso ajuda demais, ainda mais quando o ano começa apertado.
Se você quer evitar correria, a Gomide Contabilidade pode revisar o processo de entrega do informe, validar amostras e ajustar o que costuma gerar divergência antes do prazo. A ideia é simples: entregar certo, no prazo, e com evidência.